DOOM - The Dark Ages: Revelations - Review

Lançado dia 7 de julho de 2026, DOOM: The Dark Ages - Revelations é a expansão da história que tanto esperávamos. A DLC conta a história do Slayer após a campanha do The Dark Ages e interliga DIRETAMENTE com o DOOM 2016, mas o destaque dessa Expansão não é sua história, apesar de ser MUITO foda ver como a armadura Praetor foi concebida, mas a sua gameplay. (Lembrando que essa review foi feita depois da minha zerada na dificuldade Nightmare)

DOOM: The Dark Ages veio com uma ideia diferente de gameplay, enquanto DOOM: Eternal vinha com o slogan “Matar e Rasgar” para refletir a velocidade do combate, em TDA o slogan é “Fique e lute” para refletir a gameplay mais metódica e lenta. E Revelations meio que volta atrás e te dá a opção de jogar como em DOOM: Eternal.

Logo no início da DLC a gente ganha acesso a uma lança que aumenta em 500% nossas opções de movimentação, inclusive dando dashs, o gancho de carne a qualquer momento e ataques que podem ser utilizados para diminuir a distância entre o Slayer e o que ele está matando. Mais para frente a gente recebe o escudo de volta e temos a opção entre jogar no estilo da campanha de TDA ou com a lança, evidentemente joguei a campanha da DLC com a lança. Isso é algo que foi entendido como a id se arrependendo de ter diminuído a velocidade do combate e trazendo de volta a gameplay de DOOM: Eternal, mas eu acho que é algo que vai além disso.

Antes de falar da campanha em si, eu queria falar do pós game, pois pra mim ele é o alicerce de toda essa expansão. Quando você termina a campanha o mapa da expansão se abre para você explorar livremente e desafios ficam disponíveis nas áreas passadas, basicamente fazendo com que o jogo se torne um grande sandbox com segredos e novos desafios, e eu acho que é por isso que nessa DLC a gente tem uma fusão entre a gameplay do Eternal com a do The Dark Ages. O jogo literalmente se torna um grande parquinho para você ficar brincando com o game. Visto que muito do conteudo pós game dos outros dois jogos eram sobre estender isso, e que até tinham funcionado pois conheço pessoas com 100 ou até 200 horas de DOOM Eternal, mas nenhum deles era algo muito definitivo, DOOM 2016 tinha o sistema de criação de mapa que é massa mas completamente dependente de apoio do publico (Ele tambem tem um modo multiplayer MUITO foda mas que acho que não é tão jogado hoje em dia), no Eternal eles nos deram o modo horda, multiplos desafios para se jogar na campanha e um modo multiplayer e agora no TDA eles nos deram um playground de desafios e coisinhas para fazer e ficar jogando, e me parece que eles incluiram a gameplay do Eternal para que a pessoa não precisasse de dois DOOMs instalados, só com o TDA você consegue jogar uma gameplay extremamente rápida mas tambem uma gameplay mais lenta e metodica.

Claro que isso é só o que eu senti com o foco de pós game que esse jogo tem, e o 180 completo que o jogo deu na filosofia de combate. Mas dito isso, como está a campanha em si?

A campanha de Revelations é simples mas intensa, os mapas são menores que os da campanha principal e as arenas parecem menos campos de guerra enormes mas não chegam a ser claustrofóbicos como os de Eternal, é um meio do caminho bem confortável. Durante a campanha a gente é introduzido a inimigos novos, incluindo a volta do Archville, que dessa vez está na sua encarnação mais FILHO DA PUTA, e também aquela filosofia que a expansão de Eternal teve de trazer inimigos que fazem a gente variar mais nossas armas, só que isso é feito de uma forma menos forçada onde temos inimigos que levam desvantagens de certas armas e não que PRECISAM que você use certas armas para derrotá-los. Outro grande destaque são os Bosses da campanha, que são complicados mas justos, eu me diverti muito mesmo passando quase uma hora no boss do penúltimo capítulo.

Os mapas em si são abertos e se você quiser sair para procurar segredos não vai ser tão complicado. Curiosamente esse jogo conta com bastante puzzles, pelo que eu me lembre não é algo que a campanha base tinha muito, não é nada tão complicado mas é curioso que num jogo focado em combate a gente tenha esses momentos mais calmos que acabam nem tirando muito do ritmo. A campanha é dividida em um Hub com 3 mapas maiores onde precisamos entrar nesses mapas e pegar um item específico, nada muito fora do comum, mas o que eu gostei bastante é como nenhum dos mapas é visualmente chato, um deles é só uma extensão da temática de gelo do hub, outro parece mais o inferno do jogo de 2016 e o terceiro tem um visual meio alien bem massa. No geral os mapas da campanha são divertidos de explorar, visualmente legais e fazem com que a campanha não fique repetitiva tanto em como você se move pelo mapa quanto artisticamente.

A trilha ainda é muito boa, seguindo o estilo mais Heavy Metal de TDA e com algumas faixas de Andrew Hulshult, ainda acho que musicalmente Mick Gordon combina mais com essa era de DOOM mas a treta dele com a Bethesda foi grande demais e ele num volta mais.

No geral, DOOM: The Dark Ages - Revelations é uma ótima expansão e se você quer só aproveitar a gameplay de DOOM em loops de combates ela é melhor ainda. Uma ótima experiência para quem gosta de gameplay e para quem gosta da história dessa era de DOOM.